A
ergonomia aliada ao Design como ferramenta integrante de todo o
processo de concepção de produtos.
The ergonomics allied aw Design asked tool integrating of all the
process of conception of product.
Palavras-Chave:
Design, Ergonomia, Ferramenta Integrante.
Resumo: O presente artigo tem por objetivo salientar a importância
da ergonomia como uma ferramenta integrante e ativa de todo o
processo de design de um produto, esclarecendo a sua verdadeira
relação entre o bem estar do usuário com
os bens de consumo, buscando resgatar a verdadeira conceituação
do que é design, qual é o objetivo da ergonomia,
quando começou a relação do design com a
ergonomia e a importância da relação entre
a ergonomia e o design para o futuro do desenvolvimento da profissão.
Key-words:
Design, Ergonomics, Integral Tool.
Sumary: The present article has for objective to point out the
importance of the ergonomics as na integral tool and active of
whole the process of design of a product, ho showing its true
connection between the comfort of the users with the consumer
goods, searching to get back the true conceituation of what design
is, which is the objective of ergonomics, when the design connection
beguns and the importance of connection between ergonomics and
design to the profession development.
A saúde e os bens de consumo.
A forma mais abrangente de apresentar o conceito de Saúde
é utilizando a definição da Organização
Mundial de Saúde (OMS), que a expressa como o estado de
completo bem-estar físico, mental e social, e não
apenas a ausência de enfermidade. É evidente o caráter
subjetivo dessa definição, pois é difícil
quantificar o bem-estar, entretanto, isso favorece a compreensão
de que é necessário atuar sobre todos os fatores
que venham a interferir nesse estado. No ambiente de trabalho,
no lazer, ou no próprio lar, esses fatores são chamados
de riscos ocupacionais.
As doenças
ocupacionais são aquelas decorrentes da exposição
do ser humano aos riscos ambientais, ergonômicos ou de acidentes.
Elas se caracterizam quando se estabelece o nexo causal entre
os danos observados na saúde e a exposição
a determinados riscos. Dessa forma, se o risco está presente,
uma conseqüência é a atuação sobre
o organismo humano que a ele está exposto, alterando sua
qualidade de vida. Essa alteração pode ocorrer de
diversas formas, dependendo dos agentes atuantes, do tempo de
exposição, das condições inerentes
a cada indivíduo e de fatores do meio em que se vive. Consciente
dos riscos o designer como agente criador deve prever não
só a funcionalidade e a estética, mas os aspectos
que poderão por em risco a integridade física (saúde)
não só do consumidor final, mas todos aqueles que
irão manusear o produto, desde a sua produção
até a sua manutenção quando este estiver
em uso.
Na etapa de
antecipação dos riscos é fundamental para
a atuação do Designer a aplicação
da ergonomia e suas diversas ferramentas. Essa etapa envolve a
análise de projetos de novos sistemas funcionais, métodos
ou processos de usabilidade e manuseio, identificar os riscos
potenciais e introduzir medidas de proteção para
sua redução ou eliminação. A atuação
eficaz do Designer, nessa etapa, irá garantir projetos
que eliminem alguns riscos antecipados e neutralizem aqueles inerentes
à atividade ou ao manuseio do produto.
Outra etapa
do processo de prevenção é a de reconhecimento
dos riscos. Nesse caso, o risco já está presente
e será preciso intervir na estrutura do projeto. Reconhecer
os riscos é uma tarefa que exige observação
cuidadosa das condições funcionais, caracterização
das atividades com o produto, entrevistas e pesquisas junto ao
usuário. Infelizmente, há ocasiões em que
os riscos são identificados após o comprometimento
da saúde do usuário. Nesses casos, caberá
ao designer em conjunto com a empresa intervir com rapidez, para
impedir que outros consumidores sejam expostos ao risco.
A adoção
das medidas de controle, que representam uma outra etapa da prevenção,
será antecedida pela etapa de avaliação dos
riscos, quando eles serão quantificados para subsidiar
seu controle. A requerida intervenção se fará,
na maioria das vezes, nas fontes geradoras dos riscos, nas possíveis
trajetórias e nos meios de propagação dos
agentes. Sendo assim, o Designer deverá especificar e propor
alterações no arranjo físico, corrigindo
adequadamente, todos os problemas pertinentes ao projeto.
Em todas essas
etapas, a ergonomia esta contribuindo com a prevenção
das doenças e acidentes, pois os agentes causadores estarão
sendo o objeto principal de sua atuação. Assim,
não apenas se caracteriza um papel preventivo, mas também
se observa que o Designer atua como agente preventivo visando
preservar e melhorar a qualidade de vida do ser humano, condição
que estreita a relação entre o design de produto
e a ergonomia.
O que é
Design
Atualmente houve a popularização da palavra design.
Quase tudo e todos utilizam essa palavra, seja para vender, para
qualificar ou para designar algo, mas a maioria não sabe
o que esta palavra, o que este "termo" significa.
Segundo o
dicionário, design sinifica: 1. Concepção
de um projeto ou modelo; planejamento. 2. O produto desse planejamento.
3. Restr. Desenho industrial.4. Restr. Desenho-de-produto.5. Restr.
Programação visual.Pois bem, explicando de outra
maneira, design é todo um processo de idéias, de
planejamento, de construção e de finalização,
em que o produto final desse processo tem todas as qualificações
necessárias para se manter e ter boa aceitação
no mercado.
Outra coisa
que se ouve e vê por aí são fachadas dizendo:
"Produto tal..., mais qualidade e design", "Produto
qual..., requinte e design", o que na verdade são
informações excessivas, pois se o produto tem design,
automaticamente terá requinte, qualidade, beleza, o que
for, pois isso faz parte do processo de design.
O design é
um processo pelo qual a maioria dos produtos hoje em dia comercializados,
seja ele visual ou de consumo, é ou deveria ser submetido
para ter o máximo de aceitação no mercado.
Alguns autores identificam a origem do Design com a primeira tentativa
do homem para fabricar sua primeira ferramenta. Pode-se dizer,
entretanto, que esta identificação não é
mais do que uma imagem poética e uma evocação
histórica.
O Design é
uma atividade profissional relativamente nova, apesar de ser a
produção de objetos utilitários tão
antiga como a própria humanidade. O verdadeiro interesse
pelo projeto de utensílios e de maquinarias começou
a manifestar-se no início da Revolução Industrial.
Henry Dreyfuss,
um dos pioneiros na profissão, diz que o designer começou
por eliminar o excesso de decoração, mas que o seu
verdadeiro trabalho teve início quando ele se empenhou
em dissecar o objeto, em conhecer aquilo que fazia com que funcionasse
e idealizar modos para que operasse melhor. Só depois é
que se preocupou em dar-lhe um melhor aspecto externo (Dreyfuss
in Papanek (1977).
Em 1963, Maldonado
propôs uma nova interpretação do conceito
de Design que foi adotada pelo ICSID e ainda é aceita por
este organismo até os dias atuais.
Em sua formulação,
Maldonado conceitua o Design como uma atividade de projeto que
consiste em determinar as propriedades formais dos objetos a serem
produzidos industrialmente. Por propriedades formais entende-se
não só as características exteriores, mas,
sobretudo, as relações estruturais e funcionais
do objeto.
Na colocação
de Maldonado, o produto é entendido como o resultado de
um processo integrado de projeto e a atuação do
designer como uma atividade antropológica. Isto leva-o
a considerar aspectos funcionais, econômicos, sociais e
tecnológicos, ao projetar objetos.
Esta formulação,
contrapõe-se à visão dos adeptos de uma variante
do Design, o styling, segundo a qual o designer é entendido
como um mero criador de formas, um especialista que cuida tão
somente da realidade externa do objeto.
A partir da
colocação de Maldonado, Soloviev, designer de um
país socialista, elaborou uma outra conceituação
que dá ênfase à função social
do Design. Segundo este autor, o Design é uma atividade
criadora voltada à construção de um ambiente
material coerente, para atender de maneira ótima as necessidades
materiais e espirituais do homem. Esta finalidade deve ser cumprida
por meio da determinação das propriedades formais
do objeto, que não incluem exclusivamente os caracteres
exteriores, mas também as relações estruturais
que lhe conferem uma coerência funcional e ao mesmo tempo
contribuem para o aumento da produtividade.
Para Soloviev,
projetar não é criar indiferentemente objetos quaisquer,
mas criar objetos com um sentimento antropológico, na medida
em que eles farão parte do ambiente e deverão subordinar-se
a um critério de valor para o usuário.
O que é
ergonomia?
Segundo COUTO (1995), "Ergonomia é um conjunto de
ciências e tecnologias que procura a adaptação
confortável e produtiva entre o ser humano e seu trabalho,
basicamente procurando adaptar condições de trabalho
às características do ser humano."
A ergonomia
constitui-se em uma técnica recente, apesar de começar
a ser pensada no início do século passado. O termo
"Ergonomia Aplicada ao Trabalho", iniciou-se a partir
dos anos 50, com o advento da viagem do homem à lua, e
a construção da nave espacial norte-americana.
A ergonomia,
como técnica de prevenção de males ao ser
humano, deveria ser usada no dia a dia, em nossas casas, escritório,
no carro que dirigimos, a fim de se evitar futuros problemas de
saúde, muitas vezes ignoradas as suas causas. Enfim, em
cada tarefa que exija dispêndio de energia do ser humano,
deveria ser visto com outros olhos, pensado uma forma mais confortável
de realizá-lo.
Conforme COUTO
(1995:15), "Onde houver gente, ali deveria haver uma base
sólida de ergonomia, a fim de que a interação
do ser humano com os objetos e ambientes fosse a mais confortável
e adequada possível".
Definições
para a Ergonomia.
Montmollin, M. - A Ergonomia é a tecnologia das comunicações
homem-máquina (1971).
Grandjean,
E. - A Ergonomia é uma ciência interdisciplinar.
Ela compreende a fisiologia e a psicologia do trabalho, bem como
a antropometria é a sociedade no trabalho. O objetivo prático
da Ergonomia é a adaptação do posto de trabalho,
dos instrumentos, das máquinas, dos horários, do
meio ambiente às exigências do homem. A realização
de tais objetivos, ao nível industrial, propicia uma facilidade
do trabalho e um rendimento do esforço humano (1968).
Leplat, J
- A Ergonomia é uma tecnologia e não uma ciência,
cujo objeto é a organização dos sistemas
homens-máquina (1972).
Murrel, K.F.
- A Ergonomia pode ser definida como o estudo científico
das relações entre o homem e o seu ambiente de trabalho
(1965).
Self - A Ergonomia
reúne os conhecimentos da fisiologia e psicologia, e das
ciências vizinhas aplicadas ao trabalho humano, na perspectiva
de uma melhor adaptação ao homem dos métodos,
meios e ambientes de trabalho.
Wisner - A Ergonomia é o conjunto de conhecimentos científicos
relativos ao homem e necessários a concepção
de instrumentos, máquinas e dispositivos que possam ser
utilizados com o máximo de conforto e eficácia (1972).
A Ergonomia
é considerada por alguns autores como ciência, enquanto
geradora de conhecimentos. Outros autores a enquadram como tecnologia,
por seu caráter aplicativo, de transformação.
Apesar das divergências conceituais, alguns aspectos são
comuns as várias definições existentes:
A aplicação dos estudos ergonômicos;
A natureza multidisciplinar, o uso de conhecimentos de várias
disciplinas;
O fundamento nas ciências;
O objeto: a concepção do trabalho.
Qual o objetivo da ergonomia?
Se para um certo número de disciplinas, o trabalho é
o campo de aplicação ou uma extensão do objeto
próprio da disciplina, para a ergonomia o trabalho é
o único possível de intervenção.
A ergonomia
tem como objetivo produzir conhecimentos específicos sobre
a atividade do trabalho humano.
O objetivo
desejado no processo de produção de conhecimentos
é o de informar sobre a carga do trabalhador, sendo a atividade
do trabalho específica a cada trabalhador.
O procedimento
ergonômico é orientado pela perspectiva de transformação
da realidade, cujos resultados obtidos irão depender em
grande parte da necessidade da mudança. Mesmo que o objetivo
possa ser diferente de acordo com a especialização
de cada pesquisador, o objeto do estudo não pode ser definido
a priori, pois sua construção depende do objetivo
da transformação.
Em ergonomia
o objeto sobre o qual pretende-se produzir conhecimentos, deve
ser construído por um processo de decomposição/
recomposição da atividade complexa do trabalho,
que é analisada e que deve ser transformada.
O objetivo
é ocultar o mínimo possível a complexidade
do trabalho real. Quanto mais ergonomia aprofunda o seu questionamento
sobre a realidade, mais ela é interpelada por ela mesma.
A história
da Ergonomia e quando ela passou a ser incorporada pelo Design
no Brasil.
Em 1857 Jastrezebowisky publicou um artigo intitulado "ensaios
de ergonomia ou ciência do trabalho". O tema é
retomado quase cem anos depois, quando em 1949 um grupo de cientistas
e pesquisadores se reunem, interessados em formalizar a existência
desse novo ramo de aplicação interdisciplinar da
ciência.
Em 1950, durante
a segunda reunião deste grupo, foi proposto o neologismo
"ERGONOMIA", formado pelos termos gregos ergon (trabalho)
e nomos (regras). Funda-se assim no início da década
de '50, na Inglaterra, a Ergonomics Research Society.
Em 1955, é
publicada a obra "Análise do Trabalho" de Obredane
& Faverge, que torna-se deciciva para a evolução
da metodologia ergonômica. Nesta publicação
é apresentada de forma clara a importância da observação
das situações reais de trabalho para a melhoria
dos meios, métodos e ambiente do trabalho.
Em referência
as publicações científicas que marcaram o
início da produção dos conhecimentos em ergonomia,
podemos citar:
1949 Chapanis com a aplicação da Psicologia Experimental
1953 Lehmann, G.A. Prática da Fisiologia do Trabalho
1953 Floyd & Welford Fadiga e Fatores Humanos no Desenho de
Equipamentos
A ergonomia
no Brasil começou a ser evocada na USP, nos anos 60 pelo
Prof. Sergio Penna Khel, que encorajou Itiro Iida a desenvolver
a primeira tese brasileira em Ergonomia, a Ergonomia do Manejo.
Também na USP, Ribeirão Preto, Paul Stephaneek introduzia
o tema na Psicologia.
Nesta época,
no Rio de Janeiro, o Prof. Alberto Mibielli de Carvalho apresentava
Ergonomia aos estudantes de Medicina das duas faculdades mais
importantes do Rio, a Nacional (UFRJ) e a ciencias Médicas
(UEG, depois UERJ); O Prof. Franco Seminério falava desta
disciplina, com seu refinado estilo, aos estudantes de Psicologia
da UFRJ. O maior impulso se deu na COPPE, no início dos
anos 70, com a vinda do Prof. Itiro Iida para o Programa de Engenharia
de Produção, com escala na ESDI/RJ. Além
dos cursos de mestrado e graduação, Itiro organizou
com Collin Palmer um curso que deu origem ao primeiro livro editado
em português.
Em 1960 Ruy
Leme e Sérgio Penna Kehl , incorporam a ergonomia ao design
com a Abordagem do tópico "O produto e o homem"
na disciplina Projeto de Produto, no curso de Engenharia de Produção
na Escola Politécnica da USP.
Logo em 1966
a ergonomia começa a ser aplicada pela Escola Superior
de Desenho Industrial, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro,
RJ. Nessa escola, o professor Karl Heinz Bergmiller inicia o ensino
de ergonomia para o desenvolvimento de projetos de produtos, segundo
o modelo de Tomás Maldonado, da Escola de Ulm, na Alemanha.
Itiro Iida busca a orientação de Bergmiller na ESDI,
para a sua tese de doutorado sobre manejo, na USP, e, em 1971,
passa a ensinar ergonomia na ESDI. A partir dessa experiência,
a ergonomia se insere como disciplina nos cursos de desenho industrial.
Quando da
discussão de um novo currículo mínimo, aprovado
durante o 1 º ENDI - 1 º Encontro de Desenho Industrial
-, no Rio de Janeiro, em 1979, a ergonomia torna-se disciplina
obrigatória nas duas habilitações - projeto
de produto e comunicação visual. O novo currículo
é aprovado pelo Conselho Federal de Educação,
em janeiro de 1987.
A importância
da ergonomia para o Design.
Definir o problema é o primeiro passo do processo que cria
um design inovador. A idéia que Jens Bersen nos passa em
seu livro é que a definição de um problema
traz em si a chave da sua própria solução.
Um bom design é tanto uma questão de se fazer às
perguntas certas quanto de se responde-las. Confirmando que ao
longo da sua evolução histórica, o papel
do design foi tornar a tecnologia utilizável em formas
acessíveis e compreensíveis para um maior número
de pessoas; conforme nos relata John Heskett.
Desta forma
é de fundamental importância uma avaliação
coerente dos problemas dentro do processo de criação,
para que se possa adequar corretamente o produto a sua função.
E para isto segundo Baxter, o estabelecimento de metas e a inovação,
são ingredientes de vital importância para o sucesso
de um produto, onde o design é o agente da interface que
coloca de um lado produto e de outro, consumidores e usuários,
ou seja: A interface revela o caráter de ferramenta dos
objetos e o conteúdo comunicativo das informações
transformando objetos em produtos, e sinais em informação
interpretável, (Bonsiepe).
Ao modo que
Flavio A. dos Santos conclui que na medida em que os produtos
se tornam cada vez mais parecidos tecnologicamente cabe ao designer
estabelecer o diferencial, dentro de uma abordagem estratégica,
para o aperfeiçoamento e lançamento de novos produtos
no mercado com perspectivas de sucesso. Dentro deste contexto
Maria L.C. dos Santos esclarece que o Design esta intimamente
ligado ao processo de modernização da industria
no Brasil e no mundo, explorando tendências, novas técnicas
e novos materiais. Por isso antes de descrever a metodologia própria
a uma intervenção de design, é preciso desenvolver
o modo especifico que o designer tem de abordar os problemas que
lhe são submetidos, Denis Schulmann lembra que o design
tem uma abordagem e uma experiência multidisciplinar, recorrendo
a um conjunto de competências técnicas das quais
algumas lhes são especificas e outras dependem dos ofícios
de engenheiros ou outros setores de uma empresa. Mesmo assim o
designer deve levantar e analisar todos os aspectos de um produto
consebendo-o através de uma série de etapas que
busquem satisfazer todas as necessidades do cliente, dentre elas,
as que estão estreitamente ligadas aos aspectos físicos
e psicológicos do usuário. Fato este que faz com
que a ergonomia não seja mais vista apenas como um instrumento
de análise e reestruturação de postos de
trabalho, mas como uma importante ferramenta que se integra ao
processo de concepção, que deve ser utilizada pelo
designer desde o principio do processo, para que ele possa definir
mecanismos, sistemas, aspectos formais e os aspectos cognitivos
aplicados ao produto e a interface do mesmo, evitando toda e qualquer
situação de risco não só com relação
ao usuário más com relação a todo
o processo de criação. PEDROSO [1998] comenta que
a necessidade de gerar produtos de acordo com as expectativas
do usuário é premissa básica no seu processo
de desenvolvimento. Nesta visão, os designers são
cada vez mais orientados na pesquisa das necessidades e características
dos usuários. Cada vez mais o usuário aumenta seu
grau de exigência com relação à satisfação
e à ergonomia. Neste sentido, a ergonomia constitui uma
base de informação privilegiada por seus métodos
de análise.
Para Maurício
Duque diretor da ABRAPHISET - Associação Brasileira
dos Profissionais de Higiene e Segurança do Trabalho "a
ergonomia é para o design de um produto o que a farinha
é para o pão, ou seja, não se faz pão
sem farinha". Para ele, um produto que não tem concepção
ergonômica perde a sua mais importante qualidade que é
a "usabilidade", com conforto e segurança, eficiência
e eficácia. Ao se conceber um produto, o designer deve
levar em consideração as características
ergonômicas do produto, como verdadeiras ferramentas do
projeto. Para Duque, este será um fator importante de fidelização
do usuário com o "novo conceito" dos produtos
e com a empresa que os produz. "Os designers que estiverem
realmente de olho no futuro devem estar atentos a esta futura
demanda, pois, será esta a ótica das empresas para
conquistar seus clientes e garantir o sucesso de seus negócios".
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